Você conhece a Vila dos Idosos em SP?

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Um projeto de locação social para a Terceira Idade, estimula a vida em comunidade e dá um chega pra lá na solidão.

Localizado no bairro do Pari, na cidade de São Paulo, a Vila dos Idosos tem 8 mil metros quadrados de área construída, com 200 moradores, vivendo em 145 apartamentos – 90 quitinetes e 55 apartamentos de um quarto, com sala, cozinha e banheiro.

Gerida pela Secretaria Municipal de Habitação e Cohab-SP, foi inaugurada em 2007, também pensando nessa tendência de estimular a vida em comunidade na terceira idade. Trata-se de uma locação social para pessoas de baixa renda, com quitinetes privadas e pontos coletivos, onde é possível viver em privacidade e socializar quando desejar.

O projeto atende pessoas com mais de 60 anos e oferece 25% das unidades já adaptadas a portadores de deficiências físicas e as outras facilmente adaptáveis. Todo o espaço foi projetado para a comodidade e necessidade dos residentes, adaptando portas mais largas, áreas com fácil acesso, ventilação cruzada, adequação dos pisos e altura das janelas, criando assim mais autonomia e independência ao idoso, mas na prática os moradores que vivem lá contam que não aconteceu conforme prometido, mas assim mesmo adoram o espaço e se adaptaram com o novo estilo de vida.

Em terreno de 7.361,75m², o residencial contempla grande área verde, onde os moradores tomam sol, se exercitam, cultivam plantas e se reúnem. Além de oferecer salão de festas, equipamentos de ginástica, salas de uso múltiplo, horta comunitária, espelho d’ água e lavanderia coletiva.

Novos modelos de moradia estimulam a vida em comunidade na terceira idade e dão um chega pra lá na solidão.

Construído exclusivamente para a terceira idade, o morador paga de 10% a 15% de seu rendimento, seja quanto for, e um condomínio de mais 35 reais. O idoso que consegue a vaga, através de inscrição no COHAB, ganha direito de usufruto, podendo viver por lá a vida toda, mas sem que o apartamento se torne propriedade de ninguém. Quando um morador vem a falecer, uma nova vaga passa a estar aberta.

Depois de tantos anos de contribuição e trabalho, valorar a vida de uma pessoa pelas suas possibilidades, e não pelo que impõe o mercado, é o mínimo de retribuição que a sociedade e o estado devem oferecer.

A grande mudança de modelo é basear-se não no valor do imóvel ou da região, mas sim nas possibilidades e no rendimento de cada potencial morador. Não se trata de uma casa de repouso ou asilo, mas sim de um projeto de locação social para os mais velhos. O condomínio conta com seguranças, e o valor cobrado inclui manutenção e serviços.

É um tipo de moradia organizada por um grupo de pessoas com afinidades ou interesses comuns. Neste modelo, cada um mora em sua própria casa, para preservar a privacidade, mas compartilha espaços comuns, além de decisões administrativas e econômicas. Eles tem a liberdade de ir e vir, e isto é muito importante para que continuem ativos e independentes.

A cidade de São Paulo possui um dos mais altos preços de aluguel do Brasil, segundo o Índice FipeZap, que acompanha os preços de venda e locação de imóveis no país.

Este projeto ajuda os idosos que não conseguiram ao longo da vida construir sua própria casa, porém, a fila de espera é enorme, muitos vão falecer sem conseguir o tão sonhado sonho.

Hoje temos aproximadamente 18 milhões de pessoas com 60 anos ou mais (8,6% da população brasileira). Nos próximos 20 anos a população idosa do Brasil poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas e deverá representar quase 13% da população ao final deste período, no mundo, em 2050, um quinto da população será de idosos. A prefeitura e o governo precisa agir rápido, a Vila dos Idosos foi feita em 2007, e de lá para cá poucas outras alternativas foram feitas, era para ser um modelo de moradia e se expandir, com força e com rapidez.

Em contrapartida, nossos parlamentares tem um salário de R$ 33.763 (35 vezes o salário mínimo atual), auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários, e verba de R$ 30.416,80 a R$ 45.240,67 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato e outras despesas.

Além disso, apenas o auxílio-paletó pago aos políticos do Congresso Nacional e de 16 assembleias legislativas no Brasil custa R$ 63,1 milhões aos cofres públicos, por ano. Imagine quantas moradias para idosos que vivem em extrema pobreza esse mesmo valor poderia sustentar? Não é de se revoltar?

Conheça um pouco mais da Vila dos Idosos

Vila Dignidade, Avaré – SP

Projetado com parâmetros de acessibilidade do Desenho Universal, as casas do Programa Vila Dignidade têm um dormitório, sala conjugada à cozinha, banheiro, área de serviço, aquecedor solar e uma pequena área externa nos fundos que pode ser utilizada como jardim ou horta. Todas as moradias possuem itens de segurança e acessibilidade, como barras de apoio, pias e louças sanitárias em altura adequada, portas e corredores mais largos, interruptores em quantidade e altura ideais, rampas e pisos antiderrapantes.

Recursos de acessibilidade também foram instalados nas áreas comuns do condomínio para facilitar a locomoção e dar segurança e conforto aos novos moradores. Os conjuntos têm projeto paisagístico diferenciado para proporcionar um ambiente agradável e contam, ainda, com salão para atividades diversas, como festas, reuniões e cursos.

Além das moradias, os idosos têm assistência social e atividades socioculturais e de lazer, numa ação conjunta das secretarias da Habitação, de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads), de Economia e Planejamento, da Cultura, da CDHU, do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (FUSSESP), em parceria com as prefeituras paulistas.

Já está em licitação a construção de condomínios do programa em Caraguatatuba, Itapeva, Itapetininga, Ituverava, Limeira, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, totalizando 156 imóveis.

Repúblicas em Santos – SP

Santos é uma das cidades com a maior porcentagem de idosos no Brasil: cerca de 20% da população, segundo o IBGE. Desde 1995, um projeto municipal abriga homens e mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade social. As repúblicas são imóveis alugados que foram modificados para se adequarem ao público, como piso antiderrapante nos banheiros e barras para evitar quedas.

Atualmente, a cidade tem três unidades do programa de moradias em repúblicas, com 29 vagas no total. Os moradores, selecionados pela equipe técnica da prefeitura, precisam ter renda de no máximo dois salários mínimos (R$ 1.760,00) e pagam um aluguel simbólico de R$ 150,00 por mês. Por ora, a Prefeitura não tem novos projetos em andamento na cidade. Além desse programa, 5% das unidades habitacionais populares de interesse social construídas na cidade são reservadas para idosos, gestantes e deficientes físicos.

Condomínio Cidade Madura, João Pessoa – PB

O Cidade Madura é um programa habitacional criado pelo Governo do Estado, por meio da Cehap, com a finalidade de promover acesso à moradia digna e adequada às necessidades das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. São casas construídas nos moldes de um condomínio fechado, cercadas de uma ampla infraestrutura. O diferencial que o programa é voltado para idosos independentes.

A obra tem 40 unidades residenciais, com 54 metros quadrados de área cada. O investimento total no condomínio de Campina Grande foi de R$ 4,047 milhões, com recursos do Tesouro Estadual e Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep).

As casas são totalmente adaptadas às necessidades das pessoas idosas, com atenção à segurança dos moradores em cada cômodo. O condomínio tem guarita de vigilância, praça, pista de caminhada, redário, sala de atendimento médico, centro de vivência e horta comunitária. A área é toda urbanizada dentro das normas de acessibilidade.

As casas pertencem ao Governo da Paraíba, não existindo direitos reais e sucessórios sobre elas. A concessão só será rescindida se o idoso manifestar interesse, perder sua autonomia ou falecer. O imóvel, então, é cedido para outra pessoa idosa.

“Onde não há honra para os idosos, não há futuro para os jovens”

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