10 de novembro: Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

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No dia 10 de novembro comemora-se o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, uma das deficiências que mais atinge a população brasileira.

A surdez pode ser de origem genética ou ocasionada por outros fatores, como a exposição a locais barulhentos, traumas ou alguns tipos de doenças. Nos idosos, a surdez é conhecida como presbiacusiaCerca de 35% das pessoas com idade igual ou superior a 65 anos sofrem com a perda auditiva.

Presbiacusia, a surdez da terceira idade:

A presbiacusia é a perda auditiva decorrente do processo natural de envelhecimento, sendo considerada uma doença típica da terceira idade.

Com o passar dos anos, várias estruturas do nosso corpo se desgastam, como o caso das que formam os nossos ouvidos. A cóclea é uma estrutura do nosso ouvido interno, responsável por transformar os estímulos sonoros capitados pelos ouvidos externo e médio em sinais nervosos para serem transmitidos e interpretados pelo cérebro.

Durante o envelhecimento, a cóclea sofre desgastes, dando início à presbiacusia, ou perda auditiva em idosos.

Quais são os sintomas da presbiacusia em idosos?

Gradativa, a presbiacusia possui sintomas que geralmente passam despercebidos pelos mais velhos.

A queixa mais comum entre pessoas com 65 anos ou mais é ouvir, mas não entender o que está sendo dito. Na presbiacusia, as frequências mais altas (geralmente presentes nas consoantes das palavras) são as que se perdem primeiro.

Com a capacidade auditiva comprometida, o idoso começa a escutar mais as vogais do que as consoantes e ouve apenas parte das palavras, dando início a um processo de plena confusão mental. Muita das vezes, acredita-se que os idosos estão distraídos, mas na realidade, eles podem estar perdendo a sua capacidade auditiva.

Outros sintomas também podem ser observados nos idosos, como:

  • O idoso se sente desconfortável em ambientes ruidosos ou quando submetido a locais com som alto;
  • Quando o idoso tem mais facilidade de entender vozes masculinas;
  • Quando o mais velho tem dificuldade de ouvir sons agudos, como de vozes femininas e de crianças;
  • Quando o mais velho se queixa de zumbido no ouvido;
  • Quando ele começa a aumentar o volume do rádio e televisão;
  • Quando o idoso sente dificuldade de conversar ao telefone por não escutar direito o que está sendo dito;
  • Quando alguém fala e o idoso repetidamente pede para que ele repita, o que pode ser pré-diagnosticado pelas frases “o que?”, “não entendi”, “fala de novo” “não escutei”….

Quais são os tipos de presbiacusias que existem?

A surdez do idoso pode ser classificada em quatro tipos, a saber:

  • Presbiacusia Sensorial: É considerado o tipo mais comum da doença. Caracteriza-se por uma perda auditiva neurossensorial bilateral e simétrica, que começa na meia idade e determina queda auditiva em sons agudos. Um idoso com presbiacusia sensorial pode queixar-se de zumbido no ouvido.

 

  • Presbiacusia Neural: Nesse tipo de presbiacusia, há uma perda de perda de neurônios cocleares, podendo ser relacionada com dificuldade de coordenação motora e perda da capacidade cognitiva. Presbiacusia Neural é uma doença caracterizada como uma perda auditiva progressiva e rápida, que compromete grandemente a capacidade que os idosos têm de entender o que está sendo falado.

 

  • Presbiacusia Metabólica: Nesse tipo de doença acontece a atrofia das estrias vasculares, havendo uma perda neurossensorial com uma curva plana e a manutenção da discriminação da fala. Quando os limiares auditivos ultrapassam 50 dB, a discriminação começa a cair.

 

  • Presbiacusia Mecânica: Este caso acontece devido ao enrijecimento da membrana basilar (coclear condutiva), causando uma distorção ou perda na transmissão dos estímulos nervosos ao cérebro.

Consequências da surdez na terceira idade:

A presbiacusia pode trazer inúmeros prejuízos para a qualidade de vida dos idosos, pois com a perda auditiva, o convívio social do mais velho corre perigo.

A incapacidade de comunicação é um dos principais fatores que fazem com que pessoas com 60 anos ou mais se isolem do mundo, causando problemas de saúde, como depressão na terceira idade.

A perda auditiva torna o idoso mais vulnerável e mais dependente de outras pessoas, afetando a sua autoestima e autonomia.

Na presbiacusia, o idoso deixa de ouvir sons do cotidiano, tão importantes para o seu dia a dia, como o canto de um pássaro, o som da chuva, da buzina dos carros e das crianças.

Essa perda auditiva relacionada ao envelhecimento pode deixar o idoso irritado, inseguro e desatento, comprometendo a sua qualidade de vida e impossibilitando que ele realize tarefas simples sozinho, como atravessar a rua para ir até a padaria, por exemplo.

Tratamentos para a presbiacusia em idosos:

Apesar da doença não ter cura, é possível conviver com a presbiacusia na terceira idade ainda sim, gozar de uma velhice com qualidade de vida.

Para tal, é necessário consultar um otorrinolaringologista para realizar exames e testes auditivos capazes de avaliar a gravidade da perda auditiva, como a audiometria. Sessões semanais com um fonoaudiólogo também são recomendadas, para reconstruir o processo de comunicação do idoso.

Além do tratamento médico multidisciplinar, outras soluções podem ser apontadas como tratamento para a presbiacusia na terceira idade. Quando o grau da perda auditiva é severo, recomenda-se o uso de aparelhos auditivos ou cirurgias para implantes cocleares.

Como prevenir a surdez no idoso?

A perda auditiva relacionada à terceira idade pode estar relacionada a vários fatores, sendo o mais comum a exposição a ambientes barulhentos. Algumas pessoas trabalham em locais ruidosos, operando máquinas barulhentas. Deve-se, portanto, utilizar o protetor auricular.

Deve-se evitar também ouvir música em volumes muito altos, principalmente com fones de ouvido.

Fatores como predisposição genética e alterações metabólicas com o diabetes também são apontados com possíveis causas de surdez em idosos. Manter os níveis de insulina no sangue em dia pode contribuir para afastar os riscos de presbiacusia na terceira idade.

 

As informações transmitidas aqui não substituem a consulta com um médico otorrinolaringologista e com um fonoaudiólogo. Somente esses profissionais são capazes de indicar o tratamento adequado para a surdez na terceira idade.

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