Descoberta a causa do Alzheimer?

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Pesquisa realizada no Reino Unido revela que o vírus da herpes é um dos causadores do Alzheimer.

Cerca de 35 milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem com o Alzheimer. Só no Brasil, são mais de 1 milhão e 200 mil pessoas acometidas pela doença.

Caracterizada por ser uma doença neurodegenerativa, o Alzheimer provoca o declínio progressivo das funções cognitivas do indivíduo. Entre essas funções podemos destacar a capacidade de raciocínio, de memorização, da fala e da orientação temporal e espacial.

O Alzheimer é uma doença altamente incapacitante, pois o seu avanço deixa as pessoas cada vez mais dependentes da ajuda de terceiros para realizar até mesmo atividades mais básicas, como escovar os dentes e se alimentar.

O Alzheimer é uma das principais causas de demência na terceira idade e ainda não tem cura, somente tratamento para aliviar os sintomas.

Herpes e Alzheimer:

Pesquisas recentes apontam o vírus da herpes como principal causador do Alzheimer. Estudos realizados no Taiwan por pesquisadores britânicos trazem fortes evidências de que há uma ligação entre a infecção causada pelo vírus da herpes e o Alzheimer.

“O vírus HSV1 (vírus da herpes labial) infecta a maioria das pessoas na infância e, em seguida, permanece adormecido no sistema nervoso periférico (parte do sistema nervoso que não contempla o cérebro e a medula espinhal). Às vezes, em momentos de estresse, o vírus é ativado e, em alguns indivíduos, causa feridas na boca.” Relata a professoa de Neurobiologia Molecular da Universidade de Manchester Ruth Itzhaki e uma das pesquisadoras envolvidas nos estudos taiwaneses.

Foi descoberto que o vírus HSV1 também está presente no cérebro de idosos acometidos pelo Alzheimer. Quando o vírus é ativado várias vezes pode causar danos cumulativos no cérebro.

A probabilidade de desenvolver Alzheimer é 12 vezes maior para os portadores do gene APOE4 que possuem o vírus HSV1 no cérebro do que para quem não apresenta nenhum dos dois fatores de risco. Revela a professora.

Surge uma esperança:

Pesquisas sugerem que medicamentos antivirais podem ser usados para combater o vírus da herpes e tratar a doença de Alzheimer. Esses agentes antivirais impedem a formação de novos vírus e limitam os danos causados pelo Herpes Simples Tipo 1 (HSV1).

“Acreditamos que o vírus HSV1 é um dos principais fatores que contribuem para o Alzheimer e que ele entra no cérebro dos idosos à medida que o sistema imunológico diminui com a idade. Ele estabelece uma infecção latente (dormente), sendo reativada por eventos como estresse, sistema imunológico baixo e processo inflamatório do cérebro provocado pela infecção de outros micróbios.”

Em um estudo anterior, foi descoberto que o aciclovir (droga antiviral indicada para o tratamento de herpes) bloqueia a replicação do DNA do vírus HSV1 e reduz os níveis de beta-amiloide e tau gerados pela infecção por HSV1 das culturas celulares.

Ainda em fase de estudos:

A professora Ruth Itzhaki diz que é importante observar que todos os estudos mostram apenas uma forte ligação entre o vírus da herpes e o Alzheimer.

Para provar que o vírus da herpes é realmente uma causa para o Alzheimer, será necessário atacá-lo por meio de agentes antimicrobianos ou vacinas.

Os estudos realizados no Taiwan foram bem-sucedidos. Lá, a prevenção para o Alzheimer feita com agentes anti-herpes foi demonstrada em um estudo populacional de larga escala. A professora Ruth Itzhaki espera que em outros países, os pesquisadores consigam resultados semelhantes.

Tratamento contra herpes pode ser um grande aliado no combate ao Alzheimer:

Milhões de pessoas ao redor do mundo possuem o vírus da herpes.

Com uma população cada vez mais idosa, maiores serão os índices do Alzheimer, já que pacientes com idade avançada que já foram infectados com esse vírus correm risco maior de desenvolver a demência.

Contudo, o tratamento contra o vírus HSV1 afastaria o Alzheimer. É o que sugere o estudo realizado por pesquisadores britânicos no Tawain.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa altamente incapacitante, angustiante e uma das principais causadoras de demência senil.

Apesar dos constantes avanços da medicina, ainda não há uma cura para a doença, que continua sendo um grande desafio para todos.

“Acreditamos que esses antivirais seguros e facilmente disponíveis podem ter um papel importante no combate à doença”, afirma a professora Ruth Itzhaki.

 

*Ruth Itzhaki é professora de Neurobiologia Molecular da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Este artigo foi publicado originalmente em inglês no The Conversation. Clique aqui para ver a matéria na íntegra.

4 comentários

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