Nova esperança para o Alzheimer descoberta por pesquisadores brasileiros

Nova esperança para o Alzheimer descoberta por pesquisadores brasileiros

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Segundo dados do hospital Sírio Libanês em São Paulo, a descoberta de um possível tratamento para o Alzheimer por cientistas brasileiros pode ajudar cerca de 70% de idosos que poderão ser diagnosticados com a demência até 2050.

O Alzheimer é uma doença neurológica e degenerativa que afeta principalmente os indivíduos da terceira idade. Esse transtorno físico age de forma lenta e por etapas e seu primeiro sintoma, normalmente, é a perda de memória. O idoso, então, vai se esquecendo de pequenas partes de seu dia, como o fato de ter acabado de realizar uma refeição.

Essa enfermidade é, atualmente, a principal causa da demência em pessoas com idade superior a 60 anos. Seu aparecimento gera impactos em toda a família, visto que as funções cognitivas, motoras e comportamentais do sênior são completamente afetas quando o Alzheimer está em um estágio mais avançado.

Por isso, inúmeras pessoas com o histórico da doença na família buscam ter cuidados básicos durante a juventude e a vida adulta, a fim de evitar que esse transtorno neurológico apareça em sua velhice.

Além disso, o fato de, atualmente, ainda não haver uma cura ou um tratamento eficaz que diminua os sintomas do Alzheimer, faz com que os idosos e as pessoas ao redor deles fiquem sem esperança quando o problema surge.

Contudo, estudos desenvolvidos por pesquisadores brasileiros podem dar um novo destino as pessoas mais velhas que desenvolverem o Alzheimer, seja no seu estágio inicial, seja em um mais avançado.

Nesta matéria, falaremos mais sobre as principais causas dessa enfermidade, as novidades que os cientistas estão descobrindo sobre possíveis curas e tratamentos, além de abordar outras informações relevantes sobre a doença. Acompanhe o conteúdo a seguir:

Alzheimer precoce e tardio: modos do desenvolvimento da doença

Apesar do Alzheimer ser uma doença que atinge basicamente a população que possui idade superior a 65 anos, alguns indivíduos mais jovens também podem a vir desenvolver esse transtorno neurológico.

Isso acontece porque a enfermidade possui dois modos: o precoce e o tardio. O primeiro, não muito abordado pelos médicos e pessoas, atinge os indivíduos com idade entre 40 e 50 anos e ocorre pelo fator hereditário.

É muito importante reconhecer os sintomas de maneira rápida para que o tratamento seja logo iniciado e a doença não se estenda de forma grave na velhice.  Os sinais mais comuns do modo precoce são as falhas de memória, irritabilidade, confusão mental e agressividade.

O Alzheimer tardio é aquele sobre o qual mais ouvimos falar, pois afeta constantemente a terceira idade. A causa do aparecimento do Alzheimer tardio também pode ser o elemento hereditário, mas existe outras motivações que igualmente geram o desenvolvimento dessa doença.

Principais causas do Alzheimer

São três os principais causadores do aparecimento do Alzheimer em idosos:  fatores genéticos, estilo de vida e a questão ambiental. Médicos e cientistas afirmam que a combinação desses elementos é o que mais possibilita o aparecimento da doença, mas não descartam a capacidade desses fatores agirem isoladamente.

O modo como esses itens agem no organismo e, consequentemente, no sistema neurológico dos seniores ainda é desconhecida e estudada pelos principais pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Contudo, os efeitos que o Alzheimer causa no cérebro já são facilmente identificáveis.

Por isso, ao examinar a caixa pensamento do idoso que está com suspeita de ter a enfermidade degenerativa, os médicos buscam pela diminuição do número de células cerebrais, visto que o Alzheimer consegue as destruir.

Então, percebe-se nos pacientes mais velhos que possuem essa doença neurológica um número muito menor de células e conexões cerebrais do que em idosos que não desenvolveram o transtorno.

O que mais pode impulsionar o aparecimento do Alzheimer?

Além das causas explicadas no tópico acima, existe outros fatores que podem ser desencadeadores do Alzheimer quando a pessoa já possui mais de 60 anos.

A falta de cuidados com a saúde como a má alimentação, vícios de cigarro, de bebidas alcoólicas e a falta da prática regular de exercícios físicos ao longo da vida são hábitos prejudiciais ligados ao desenvolvimento de diversas doenças, entre elas, o Alzheimer.

Novas descobertas científicas sobre tratamentos e cura para o Alzheimer

Estudos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostram que a prática regular de exercícios físicos pode prevenir alguns sintomas do Alzheimer em idosos, como a perda de memória.

Isso ocorre porque o hormônio irisina, liberado em maior quantidade durante as atividades físicas, possui propriedades que agem beneficamente no organismo, melhorando a capacidade cognitiva.

Esse achado foi comprovado por meio de testes em roedores, e os cientistas acreditam que tal efeito pode semelhante nos seres humanos, mas os estudos ainda precisam avançar para que tal hipótese seja comprovada.

Ainda não se sabe como que a proteína FNDC5, percussora da irisina, entra em funcionamento e interage com o cérebro. Entretanto, o que se pode afirmar é que os exercícios físicos realmente têm efeitos benéficos para a cognição dos idosos, além de atrasar a progressão das enfermidades neurodegenerativas.

Os resultados da pesquisa mostraram que, ao longo dos testes, os ratos que tinham Alzheimer apresentaram significativa melhora na aprendizagem e no déficit da memória. E que, os animais que tinham a doença, possuíam um nível muito baixo de irisina no organismo.

Então, apesar de ainda não haver nenhuma afirmação do achado da cura para o Alzheimer, essas novidades científicas geram esperanças para muitos vovôs e vovós que têm ou podem a vir desenvolver a doença, visto que, nos dias de hoje, ela não tem cura.

Além disso, a descoberta das vantagens da irisina possibilita a criação de um tratamento natural, em que o próprio corpo é o agente produtor, diminuindo possíveis efeitos colaterais que são bastante prejudiciais a saúde da terceira idade.

Quando o assunto é saúde, é muito importante termos o máximo de informações possíveis, ainda mais quando o bem-estar dos idosos está envolvido. Por isso, compartilhe em suas redes sociais estas informações sobre o Alzheimer e permita que outras pessoas saibam mais sobre a origem e as novas possibilidades de tratamento para essa doença neurológica.

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