Lei 13.770/18 garante cirurgia plástica de reconstrução da mama em casos de câncer

Lei 13.770/18 garante cirurgia plástica de reconstrução da mama em casos de mutilação causada por câncer

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Testes desenvolvidos na década de 1980 comprovaram que um terço dos casos de câncer de mama ocorre com mulheres idosas, principalmente com aquelas que têm idade superior a 70 anos.

O câncer é um tipo de tumor maligno que pode se desenvolver em diversas partes do corpo de uma pessoa. Os casos mais comuns são os de cânceres de próstata, pele, pulmão, estômago, reto e o de mama. Esse último tipo é mais provável de aparecer em mulheres do que em homens, sejam elas jovens ou idosas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1,38 milhões de novos casos de câncer de mama ocorrem com o público feminino por ano. Deste número, 458 mil acabam em morte.

No Brasil, há 52.800 mil casos por ano e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de 12 mulheres vão apresentar um tumor nas mamas até, no máximo, os 90 anos de idade.

Esse cenário preocupa bastante as senhoras brasileiras, pois os tratamentos para esse tumor, quando descoberto já em fase avançada, podem ser bastante rigorosos, ocasionando até a perda total da mama.

Por isso, medidas jurídicas foram tomadas visando a diminuição dos danos que o câncer de mama proporciona as brasileiras jovens, adultas e idosas. ­­Contudo, é necessário conhecer os sintomas e os tipos de tumor para se prevenir cedo e não precisar acionar a lei que dá o direito à reconstrução do seio.

Neste artigo, explicaremos mais sobre o câncer de mama, abarcando os seus fatores de risco e tratamentos. Além disso, serão apresentando os benefícios que a Lei 13.770/18 garante às mulheres que sofreram com a doença. Acompanhe o conteúdo abaixo:

Conhecendo o câncer de mama

O câncer de mama é uma doença que tem uma maior pretensão de acometer mulheres. A proporção no número de casos entre o público masculino para o feminino é de 1:100, isto é, a cada 100 mulheres com o tumor, apenas 1 homem apresentará o câncer de mama.

Além disso, estudos recentes já comprovam que casos com idosas com mais de 70 anos aumentaram. Isso significa dizer que a terceira idade e seus familiares precisam estar mais atentos quanto aos sintomas, formas de prevenção e tratamento da doença.

Os estágios mais avançados da doença, inclusive em mulheres mais velhas, podem ser fatais se não forem logo identificados. Por isso, reconhecer os sinais do câncer é de muita relevância para poder acionar o quanto antes a ajuda médica e agilizar o processo do diagnóstico.

Fatores de riscos de câncer de mama

Um dos principais fatores de risco para o aparecimento do tumor no seio feminino é a idade. Mulheres entre 40 a 69 anos são as que mais tem a probabilidade de desenvolver o câncer, por isso, nessa faixa etária, é preciso estar em dia com os exames.

Após os 50 anos, essa possibilidade aumenta devido a grande quantidade de hormônios estrógenos, principalmente se o índice de massa corporal (IMC) estiver igual ou superior a 30, pois, a gordura acumulada nas mamas se transforma em uma fabricação para esses hormônios.

A ausência de gravidez também é um fator para o câncer de mama, já que, tanto as mulheres jovens quanto as mais velhas não passaram pelo processo de amamentação. Isso ocorre porque, quando a moça amamenta, há o estimulo das glândulas mamárias, o que diminui o número de hormônios na corrente sanguínea.

Além desses fatores mencionados, existe outros que podem aumentar a possibilidade do surgimento do câncer de mama, inclusive em mulheres idosas. Para mais informações procure sempre um médico.

Câncer de mama: tipos de Tratamento

Com o avanço da medicina, há, atualmente, inúmeros métodos para tratar o câncer de mama. Porém, todos eles envolvem a cirurgia, pois o tumor necessita ser retirado do seio da mulher.

Dependendo da extensão da doença, pode haver a perda parcial ou total da mama. Mas nem sempre a cirurgia é usada isoladamente como forma de tratamento, alguns médicos buscam conciliar com remédios e outros métodos terapêuticos.

Então, caso haja a existência de um tumor localizado, o tratamento poderá se feito com a combinação cirurgia e radioterapia. Nesse caso, o câncer provavelmente está em estágio inicial, pois afeta menos as pacientes, inclusive as da terceira idade.

Outro método é a terapia sistêmica, a qual é feita pela junção de medicamentos que são inseridos na paciente ou por via oral ou por injeção direto na veia. Esse tratamento difere do primeiro, pois os remédios não ficam localizado, mas sim são espalhados pelo organismo da jovem ou da idosa.

Existe três modos de terapia sistêmica: a quimioterapia, hormonioterapia e a imunoterapia. Todas elas, de certa forma, buscam impedir, bloquear ou destruir o desenvolvimento de células cancerígenas. Essas terapias podem ser feitas antes ou depois da cirurgia e vão depender do quadro da paciente.

O direito à reconstrução da mama pela Lei 13.770/18

A Lei 13.770/18 é uma medida que busca auxiliar, esteticamente, mulheres que tiveram câncer de mama e passaram pelo procedimento cirúrgico para a retirada total ou parcial da mama em virtude da neoplasia.

Segundo o regimento, a mulher, independente da idade, isto é, jovens, adultas e idosas têm direito à cirurgia plástica reconstrutiva.

E esse procedimento cirúrgico não diz respeito apenas à área afetada pelo câncer, mas engloba também técnicas de simetria anatômica da mama (não atacada pelo câncer) e a reconstrução do complexo aréolo-mamilar.

A lei prevê que, quando houver condições técnicas, a cirurgia reparadora deve ser realizada de imediato (junto com a retirada do câncer). Caso o contrário, a paciente deverá ser encaminhada para observação e realizará o procedimento assim que existirem as circunstâncias clínicas necessárias.

Cabe ainda ressaltar que o procedimento cirúrgico de reparação das mamas deve ser garantido pelas redes de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde) e também pelas operadoras de planos de saúde.

A operação é recomendada, pois, mesmo na terceira idade, a estética do nosso corpo influencia bastante na superação de um trauma como o câncer e na autoestima.

Assim, o direito à reconstrução da mama pode ajudar muitas mulheres, jovens e idosas, que realizaram a cirurgia para a retirada do câncer e tiveram perda total ou parcial da(s) mama(s).

E você, já conhecia essa lei? Então que tal compartilhar esse artigo em suas redes sociais para deixar mais pessoas informadas sobre esse direito?

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